A Ginecologia começou como especialidade cirúrgica e com o passar do tempo, a compreensão dos processos fisiopatológicos femininos criou uma nova área na qual os médicos necessitaram aprofundar seus estudos, a Ginecologia Endócrina. Isso fez a atenção médica da mulher, nas várias fases da vida, ocorrer de maneira diversa em decorrência do estado de desenvolvimento físico dos órgãos genitais e do grau de maturidade psíquica, levando a Ginecologia Endócrina se subdividir em Infanto Puberal e Climatério.

A descoberta da síntese e secreção dos hormônios trouxe novos paradigmas na hormonioterapia, tornando várias afecções passíveis de serem tratadas.
Diante disto, a ginecologia endócrina estuda a regulação neurológica e endocrinológica do ciclo menstrual normal e sua função reprodutora, podendo tratar suas alterações (cistos no ovário; endometriose; disfunção menstrual; hermafroditismo etc).

Auxilia também no tratamento de obesidade, hipertensão e diabetes – doenças com grande incidência em mulheres, e que acabam interferindo no correto funcionamento ovariano – tumores na hipófise, no hipotálamo, na tiróide, nas glândulas supra-renais, no pâncreas e nas gônadas (ovários).

São questões nas quais a ginecoendocrinologia adequada para auxiliar no tratamento. É este profissional que avalia a necessidade e indica a terapia de reposição hormonal.